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Sabia que todos os dias vê a vida aos quadradinhos?

Dicionário digital

Sabia que todos os dias vê a vida aos quadradinhos?
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008




Mas está a lê-lo sem qualquer dificuldade. E, no entanto, como é possível? O que gera o desenho rigoroso de cada frase, palavra e letra no ecrã? Aproxime-se do seu monitor e descubra a resposta. A sério, olhe mais perto... Isso é muito longe! Mais próximo, até que o ecrã ocupe toda a sua área de visão. Não, não vai fazer figura triste, afinal está a participar numa experiência científica. O seu nariz tem de estar a menos de um palmo deste texto. Chegue-se mais e concentre-se bem no ponto final desta própria frase.

Então, viu uma grelha de milhares de quadradinhos pequeníssimos por trás do ponto final? Pois todos e cada um dos elementos que preenchem o seu ecrã são criados por esta vasta tapeçaria electrónica - uma tapeçaria de que o píxel é rei e senhor.

A UNIÃO FAZ A FORÇA

É natural que já saibamos que o píxel é o mais pequeno elemento constituinte da imagem criada por um computador, visto que há décadas que é usado como unidade de medida em processamento gráfico. Mas a sua presença estende-se também a outros campos, como a televisão, o cinema e até a imprensa. De facto, sempre que há necessidade de recriar uma figura através de conjuntos de pontos, o fiel píxel entra em acção e sincroniza-se habilmente com centenas, milhares ou milhões de outros píxeis, cada qual com o seu tom de cor. Porém, mesmo todos juntos, não conseguem fazer mais do que gerar um padrão. O resto fica a cargo do mais avançado sistema de identificação de padrões de sempre: o nosso cérebro.

Movido por um instinto de sobrevivência constante, o cérebro humano tenta por todos os meios fazer sentido do mundo que nos rodeia, sobretudo através da visão, um dos elementos mais activos de recolha de informação exterior. Quando vemos um pauzinho de madeira no chão, pouco ou nada nos diz. Se pusermos outro pauzinho em cima dele, pode lembrar-nos uma cruz. Com mais cinco pauzinhos, facilmente podemos construir uma figura humana. Desde as gigantescas figuras do planalto de Nazca, no Peru, aos logótipos humanos dos estádios, a nossa sociedade está a par deste fenómeno. A partir de uma certa distância, o cérebro pode transformar em imagem real o que aparenta ser uma mescla de pontos indistintos.

SALADA DE PÍXEIS

Foi a aplicação deste efeito por via electromecânica que levou no início do século XX ao nascimento da televisão, cujo ecrã, apesar de dividido em linhas, tinha no píxel o seu mais pequeno elemento individual. Mas só em 1965, com dois artigos técnicos apresentados pelo engenheiro Frederic C. Billingsley, é que o seu nome se viria a consolidar oficialmente na comunidade científica como "píxel", ou seja, a fusão de "pix" (abreviação de "picture") com "el" (abreviação de "element"). Trata-se, portanto, de um "elemento de imagem", mas não foi fácil chegar-se a este consenso. Nas décadas anteriores, chamou-se "ponto", "posição", "amostra", "unidade", "parte", "porção" "quadradinho", "valor elementar de tom" "pequena área de brilho variável" e até "mosaico de células de selénio", entre várias outras designações.

Depois de pôr ordem terminológica na casa, o píxel depressa se propagou por toda a informática, em especial como medida de resolução de ecrãs. Dos 320 píxeis de largura por 200 de altura do IBM PC, em 1981, ao incrível terapíxel (100 000 x 100 000) do moderno sistema de imagiologia médica ScanScope, o píxel foi, é e continuará a ser um elemento basilar invisível mas sempre indissociável do nosso trabalho diário no computador. E há quem o tome como ponto de partida para uma verdadeira obra de arte, como comprova este extraordinário vídeo. Pois, afinal de contas, tudo começa por um ponto.



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